Bate forte o tambor, quero ver meu boi dançar.
São tantos os motivos de dor,
Que só o companheiro tempo pode mudar.
As desigualdades são tantas,
Só muitos risos pra desafogar!
A coragem me empurra de cá e de lá.
Do Nordeste pra São Paulo
Cortar cana sem parar.
Bumba meu boi, vamos medir as forças:
Entre escravos e senhores,
Do etanol e do petróleo.
Pula meu boi, grita meu boi!
A vida é bela nas cores
E na resistência dos tambores.













