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Reflexões
 

Usineiros pedem linha de crédito maior

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Governo pode emprestar R$ 2,5 bi para estocagem de álcool contra alta de preço; produtores querem R$ 3,4 bi
Os usineiros avaliam que, para evitar oscilações de preço do álcool, seria necessário financiar um estoque de 4 bilhões de litros. Com isso, calculam que a linha de crédito deveria ser de aproximadamente R$ 3,4 bilhões. O governo trabalha com a hipótese de emprestar bem menos, cerca de R$ 2,5 bilhões.

Além de um maior volume de crédito, os usineiros avaliam que será necessário adotar duas medidas para que a política de manutenção de preços funcione: o prazo para amortização deverá ser longo, de aproximadamente 24 meses, e o BNDES deverá aceitar como garantia apenas o álcool em estoque.
"O financiamento do estoque tem que se tornar uma política pública", avalia Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar). Segundo ele, a projeção da necessidade de recursos a serem gastos no financiamento leva em conta um preço do litro do álcool na usina variando de R$ 0,80 a R$ 0,90 e o volume total de 4 bilhões de litros para manter o preço estável.
Ainda segundo Rodrigues, se o prazo para pagamento não for longo, o financiamento não terá o efeito esperado. "Se o produtor tiver que se desfazer do estoque rapidamente para pagar o banco, o preço vai oscilar."
Ele diz que esse tipo de política não deu certo no passado porque, além das questões de prazo, havia dificuldades na garantia. "Mesmo dando um litro e meio de álcool para cada litro financiado, eram exigidas outras garantias que os produtores não tinham como oferecer."
O governo avalia que é necessário financiar os produtores de álcool para evitar fortes oscilações no preço. A variação de preços acontece porque os produtores precisam pagar 70% de seus custos no início da safra e, por isso, ofertam muito álcool.
Na entressafra, com menos produto, o preço sobe muito. Na última safra, após os aumentos verificados no início do ano, a variação de preços chegou a 110%. A alta levou a uma redução de 30% no consumo na primeira quinzena de janeiro.
Com a linha de crédito, os produtores não precisam vender muito álcool no início da safra para pagar seus custos. Assim, o consumidor tem de abrir mão de preços mais baixos na safra, em troca de não haver aumentos fortes na entressafra.
O governo informou que o CMN decidirá as regras gerais do financiamento e que, por enquanto, os detalhes da linha estão em discussão.
 

Romaria dos Migrantes 2009

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